* Nota dos editores:
No Brasil os primeiros Camporis foram realizados em Santa Catarina (1961), sob a liderança do Pr. Henry Feyerabend, em São Paulo (1970), sob a liderança do Pr. José Silvestre e no Rio Grande do Sul (1975), sob a liderança do Pr. José Maria Barbosa. Em anos diferentes, com propostas semelhantes, eles deram origem aos Camporis como conhecemos hoje em todo o país. Mais detalhes, clique aqui!

De
14 a 16 de novembro estiveram reunidos
em Campestre Novo, RS, mais de 300 desbravadores. O local, um sítio de oito e meio hectares, pertence à Associação e foi adquirido especialmente para acampamentos. Este foi o primeiro acampamento no local bem como o primeiro Camporee no Brasil.
Foi uma festa especialmente preparada para os desbravadores. Eles eram a peça principal de toda a programação. O dia começava como hasteamento da bandeira, seguido pelo culto e a refeição matinal. Durante o sábado seguiram-se as reuniões normais. Todas as noites havia reunião ao pé da fogueira. E o domingo foi reservado para a demonstração de habilidades e competições inter-clubes.
A alegria estampada no rosto de cada juvenil impressionava qualquer um. O vigor e a disposição eram quase incontroláveis em meio à poeira e o calor escaldante de sábado. Lá é tudo natural, desde a água que nasce numa fonte a flor da terra, a cachoeira para os banhos até o salão de reuniões, que é uma enorme caverna com capacidade para mil pessoas, e cujo púlpito é uma pilha de lacas de pedras.
Alguns clubes tiveram que viajar mais de
700 quilômetros para chegarem ao local do Camporee. Isto ocorreu com o Clube Três Fronteiras, de Uruguaina. Outros viajaram apenas
40 quilômetros, como foi o caso do Clube Everest, do IACS. O clube de Alegrete foi fundado há seis pelo 2° Sargento Erci Meugarejo. A vida deles ao Camporee foi à primeira excursão e também aproveitaram para a inauguração do uniforme. Muitos não tinham recursos para a viagem; por isto alguns clubes fizeram campanhas com chaveiros.
Camporee é um acampameto rápido de fim-de-semana enquanto os outros duram mais dias. A história dos desbravadores começou com um Pastor no EUA, que resolveu fazer um acampamento só para juvenis ao quais os pais não acompanhariam. Os pais gostaram dos resultados. A idéia criou raízes e hoje temos milhares de juvenis participando de centenas de clubes pelo mundo. No Brasil foi em 1961 que o Pastor Wilson Sarli fundo o primeiro clube
em Ribeirão Preto estado de São Paulo.
Num clube de desbravadores as crianças aprendem esportes, ordem unida, princípios de cozinha, primeiros socorros (quase todos sabem aplicar injeções), sobrevivência nas selvas, noções de acampamento, como ajudar a ser útil na comunidade, aprendem profissões, além de aprenderem a temer a Deus o Criador. Eles formam numa igreja um grupo unido destacando-se nas atividades da igreja.
No estado do RS há 14 com 450 desbravadores, dirigidos pelo departamental MV José Maria e auxiliado pelo estudante missionário Jason MacCracken, que se especializou em trabalhar com os desbravadores. A pergunta: Vale a pena investir nessas crianças e juvenis? Foi respondida das mais diversas maneiras pelos dirigentes de clube e líderes MV. Para o Pastor Rodolfo Gorski “Já se está sentindo uma mudança, mas igrejas que tem clube de desbravadores”. Pedro Mattos, de 50 anos, dirige o clube do bairro Camaquã
em Porto Alegre e estava sentado sobre um banco improvisado na barraca que servia de cozinha, quando disse sorrindo, que gosta das crianças e se adapta bem com elas. “Não quero deixar este trabalho tão cedo. Fazemos excurções recoltamos, distribuímos folhetos, vendemos Nosso Amiguinho, ajudamos recolhendo um caminhão de viveres para os flagelados de Tubarão. Assim os ajudando, nós os ganhamos para a igreja e eles nela permanecem.”. Já Everton, de Caxias do Sul, não sabe se vale a pena ou se compensa o sacrifício, pois faz poucos meses que iniciou seu clube. Paulo França é engenheiro agrônomo e Naura Tormann professora. Eles dirigem o clube de Decondor de Pelotas. Dizem ser um pouco sacrificado realmente, mas ao ouvirem as crianças orar para que os dirigentes do clube não desanimem, percebem a influência e o resultado do trabalho que toca a criança. Estes sentem uma necessidade enorme de serem ajudados.